Melhores Livros (2025)

Mais um ano que se encerra e com ele sempre fazemos o balanço de tudo que lemos. 

Em primeiro lugar eu gostaria de agradecer a todos vocês que lêem os textos e acompanham o blog. O intuito aqui é justamente compartilhar um pouco do que eu achei, sempre mudando o tom de acordo com a obra, se você está aqui, só quero dizer, muito obrigado.

Os livros que estão aqui abordam o cotidiano, a memória, a guerra, o poder e a modernidade, sempre considerando o efeito dessas forças no indivíduo.

Minhas escolhas, que vão desde narrativas de tom intimista até ficções especulativas e clássicos literários, demonstram um interesse constante por personagens que lidam com estruturas maiores do que elas mesmas — sejam essas estruturas históricas, sociais ou simbólicas — e que buscam, à sua maneira, manter sua dignidade, identidade e humanidade. Nesse trajeto, a leitura também serviu como um meio de entender o mundo e a mim mesmo.

Lembrando que tem resenha de todos eles, basta clicar nos links.

10. Metrópolis — Thea von Harbou

Uma das primeiras leituras do ano. Aqui temos um  Romance distópico que aborda a modernidade, a industrialização e a desigualdade social. Para mim, a cidade futurista serve como uma metáfora das tensões entre técnica, poder e humanidade — temas que permeiam constantemente meu percurso de leitura e meu interesse por ficção especulativa e histórica.
Resenha: Metrópolis

9. A Doceria Mágica da Rua do Anoitecer — Hiyoko Kurisu

Uma leitura que me cativou pela maneira sutil com que o fantástico é empregado para abordar perdas e anseios não resolvidos. Para mim, o elemento mágico atua como uma linguagem emocional que pode expressar sentimentos complexos e difíceis de nomear.

8. Alerta Vermelho — Martha Wells

Ficção científica que me interessou por colocar a subjetividade no foco da discussão tecnológica. O romance, que acompanha uma inteligência artificial autoconsciente, aborda diretamente minhas preocupações sobre autonomia, vigilância e identidade em sociedades fortemente controladas.
Resenha: Alerta Vermelho

7. Uma Noite na Livraria Morisaki — Satoshi Yagisawa

Nesta sequência, noto uma mudança do recomeço para a continuidade. A trama fortalece meu fascínio por histórias nas quais as conexões se desenvolvem gradualmente e a literatura deixa de ser um refúgio temporário para se transformar em um elemento fundamental da vida.

6. Meus Dias na Livraria Morisaki — Satoshi Yagisawa

Romance que me acompanhou durante um período de atenção ao dia a dia e aos processos de autoconstrução. Para mim, a livraria se apresenta como um local de refúgio simbólico, em que a leitura e o silêncio atuam como meios para reorganizar sentimentos e expectativas.

5. Soldados do Jazz — Thomas Saintourens

Trabalho que se relaciona diretamente com meu interesse em história cultural e representações de guerra. A presença do jazz como prática estética e vivência social em situações extremas intensifica meu foco nas maneiras como a cultura permeia e reinterpreta o conflito histórico.

4. Guerra do Velho — John Scalzi

Romance que me instigou a conectar envelhecimento, guerra e política em uma única linha narrativa. A noção de corpos envelhecidos reinseridos no conflito me fez ponderar sobre a instrumentalização da vida, a utilidade social e os projetos de poder, tópicos que são constantes no meu interesse por ficção especulativa.
Resenha: Guerra do Velho

3. O Poderoso Chefão — Mario Puzo

Leitura que me interessou menos pelo delito em si e mais pela hierarquia de poder formada ao redor da família. Para mim, a máfia representa uma forma alternativa de ordem social, expondo as tensões entre tradição, violência e legitimidade.

2. O Velho e o Mar — Ernest Hemingway

Uma narrativa que me impressionou pela concisão da linguagem e pelo poder simbólico da experiência pessoal. A batalha solitária do protagonista se conecta com meu interesse por narrativas em que dignidade, resistência e significado surgem do confronto silencioso.
Resenha: O Velho e o Mar

1. Memórias Póstumas de Brás Cubas — Machado de Assis

Obra fundamental do meu acervo literário brasileiro. A narração após a morte e o uso frequente da ironia intensificam meu interesse por histórias autoconscientes, que conseguem revelar o vazio das normas sociais e a hipocrisia das classes privilegiadas.

Mais uma vez obrigado por lerem e acompanharem a página, espero que continuem comigo no próximo ano. Te desejo um bom 2026, que seja um ano repleto de felicidades e boas leituras.

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